Acidentes de moto aumentam mais de 8% nas rodovias paraibanas em 2025
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Os acidentes de moto nas rodovias da Paraíba aumentaram em mais de 8% em 2025 em comparação ao ano anterior, com um total alarmante de feridos e mortos. Os dados da PRF indicam que a desobediência às regras de trânsito é uma das principais causas desse crescimento.
Acidentes de moto aumentam mais de 8% nas rodovias paraibanas em 2025 Walter Paparazzo/G1 O barulho das motos, ouvido constantemente pelas ruas da cidade, é parte de uma rotina que, muitas vezes, inclui a pressa. Mas a velocidade sobre duas rodas pode resultar em números que desafiam a saúde pública e a Previdência no Brasil. Uma apuração do Núcleo de Dados da Rede Paraíba identificou um aumento de 8,6% no número de acidentes de moto nas rodovias paraibanas em 2025, com relação ao ano anterior. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2025 foram registrados 1.211 acidentes de moto nas BRs da Paraíba. Nesses acidentes, 1.471 pessoas ficaram feridas e 77 morreram. Todos os números apresentaram crescimento em relação a 2024. O número de feridos aumentou 7,5% e o de mortos. 6,9%. Em 2026, até o mês de março, mais de 300 acidentes já foram contabilizados nas rodovias paraibanas, segundo a PRF. Uma média de 3 acidentes por dia. Os acidentes deixaram 400 pessoas feridas e 16 mortos. Fábio Ramalho, chefe da 1ª Delegacia da PRF na Paraíba, explica que estudar a legislação é fundamental para uma condução mais responsável. “A partir do momento que um condutor tem a posse de um veículo e ele passa por um uma série de testes, tem que estudar a legislação completa, as normas de circulação e conduta. Ele tende a ter uma atitude mais responsável no trânsito, bem como também passa a dirigir de forma defensiva”, disse. Ele detalha, ainda, que as principais causas dos acidentes envolvendo motocicleta são a desobediência às normas de circulação e conduta, o trânsito em velocidade incompatível, principalmente nos corredores, que é o trânsito entre veículos, e a embriaguez ao volante. Andar de moto exige atenção redobrada e a falta de qualquer cuidado pode transformar vítimas em novas estatísticas. Uma das principais causas de acidentes em rodovias é embriaguez ao volatem Ascom PRF/Divulgação Quando entramos nas cidades, os números continuam alarmantes. Em 2024 foram feitos 9.786 atendimentos por acidentes de moto no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Em 2025, o número se manteve praticamente estável. Em 2026, até março, foram mais de 2,3 mil atendimentos. Em todos os períodos, a média é de 27 pessoas atendidas por dia. Já os atendimentos por acidentes de moto no Hospital de Emergência e Trauma em Campina Grande aumentaram 21% em 2015. Foram mais de 8,8 mil em 2024, crescendo para 10,6 mil no ano passado. De janeiro a março deste ano foram mais de 2,6 mil atendimentos, um aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025. E é no hospital que esses números viram pessoas como Francisco José. Ele passou mais de três meses internado e precisou fazer cinco cirurgias para conter os danos provocados por um acidente de moto. Admite que poderia ter sido mais cuidadoso no trânsito. “Tinha saído da minha cidade, para outra cidade vizinha. Quando eu vim de lá para cá, vim em 120 km na moto. Irresponsabilidade. Aí sobrei na curva”, conta Francisco. Mateus Xavier tentou evitar um atropelamento em uma rodovia federal durante um dia chuvoso, quando perdeu o controle da moto. “Um senhor, aparentemente, estava meio bêbado, atravessou correndo a BR. Aí eu ainda tentei desviar dele e aí acabei derrapando na pista”, revela. O coordenador da área vermelha do Hospital de Trauma de Campina Grande, Matheus Matos, detalha sobre os atendimentos na unidade de saúde. “O trauma por motocicleta, visto que muitas vezes o paciente está sem capacete e quando está usando o capacete, ele não usa de forma adequada, não tem o afivelamento correto do capacete, esses pacientes muitas vezes entram aqui com trauma crânio-encefálico grave. Outras lesões muito comuns também são as fraturas, fraturas de braço, de perna. Temos também trauma torácico e trauma abdominal fechado”, detalha o coordenador. Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande Governo da Paraíba/Divulgação As marcas deixadas por um acidente de moto em 2019 também estão na vida de Severino Venâncio até hoje. Ele é diretor escolar na cidade de Conde, na Grande João Pessoa. Ficou com problemas no joelho e precisa de muletas para se locomover. "Graças a Deus eu voltei a dirigir, que era uma das minhas práticas que eu mais sentia falta, que é a locomoção. Hoje, graças a que eu voltei a dirigir, eu posso me locomover. Voltei a minha atividade um ano e oito meses depois de estar no INSS, e voltei as atividades de forma legal", conta Severino. Severino ficou com problemas de locomoção após acidente de moto Reprodução/TV Cabo Branco Os custos financeiros de um acidente de moto não pesam só no bolso dos sobreviventes. Pesam também nos cofres públicos. “O tempo médio de internação de um paciente vitimado por acidente de motocicleta, com duração aproximada de 4 dias de internação hospitalar, caso não seja submetido a procedimento cirúrgico, nem tenha lesões mais graves, que esse custo para o hospital gire em torno de R$