Combater facções, proteger mulheres e se inspirar em El Salvador: veja o que os candidatos à Presidência propõem para a segurança pública

🇧🇷 Globo (BR) —
Combater facções, proteger mulheres e se inspirar em El Salvador: veja o que os candidatos à Presidência propõem para a segurança pública

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Os candidatos à Presidência do Brasil para 2026 destacam a segurança pública como tema principal em seus planos de governo, incluindo o combate ao crime organizado, proteção às mulheres e inspiração no modelo de El Salvador. Políticas vão desde enfrentamento econômico das quadrilhas até propostas de desmilitarização da Polícia Militar.

Candidatos à Presidência da República em 2026: Lula, Flávio, Cury, Renan, Caiado, Zema, Clariana, Edmilson, Hertz, Rui, Samara, Wilson e Avalanche Reprodução Os candidatos à Presidência da República nas eleições de 4 de outubro colocam a segurança pública entre os principais temas dos planos de governo. O combate ao crime organizado aparece de diferentes formas e é destaque entre as propostas. O g1 reuniu os planos de governo dos 13 candidatos na disputa, identificou e listou as cinco principais ações prometidas para enfrentar tanto o crime organizado quanto a violência contra a mulher e demais assuntos que envolvem a segurança pública. O destaque dado pelos candidatos ao tema é similar ao nível de preocupação apontado pelos brasileiros: segurança e violência lideram em pesquisas de opinião que tratam da maior preocupação do eleitor -- à frente de corrupção e economia. Entre as promessas dos candidatos à Presidência aparecem: Combate ao crime organizado: apesar de constar na maioria dos planos dos candidatos, o combate ao crime organizado varia de documento para documento. Enquanto o presidente Lula (PT) trata de combater economicamente os grupos e evitar a infiltração deles no poder público, candidatos como Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) defendem classificar e tratar os integrantes desses grupos como terroristas; Replicar El Salvador: o modelo adotado pelo presidente Nayib Bukele em El Salvador, ao combater o crime organizado com prisões em massa, construção de presídios e retirada de direitos sociais dos integrantes de grupos criminosos, é citado explicitamente por dois candidatos: Flávio Bolsonaro e Renan Santos (Missão). Apesar de não mencionar nos planos de governo, Caiado e Zema também defenderam em entrevistas parte das políticas de Bukele; Fim ou desmilitarização da Polícia Militar: alguns dos candidatos da esquerda defendem, entre outras medidas, a desmilitarização ou o fim da Polícia Militar. É o caso de Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP). Dias e Pimenta vão além de mudar ou acabar com a PM e sugerem que a população se organize para "garantir a própria segurança" sem depender de forças públicas. Veja propostas em comum de Lula, Flávio Bolsonaro e outros 4 candidatos a presidente Veja, abaixo, as 5 principais propostas de cada candidato para a segurança pública: Lula (PT) O presidente, que tenta a reeleição, defende a aprovação da PEC da Segurança Pública e, com ela, a recriação do Ministério da Segurança. Segundo o plano de governo, a medida -- que está no Congresso Nacional para ser votada -- será utilizada como base para ações de integração do combate ao crime organizado junto aos estados. O plano prevê combater a atuação das facções criminosas, diminuir os roubos de celulares e defender mulheres vítimas de violência. Veja abaixo: Construir o Sistema Nacional de Segurança Pública para integrar ações e cooperação dos entes federativos, junto da criação do Ministério da Segurança Pública. Promete, ainda, valorizar e qualificar os profissionais do setor; Combate ao crime organizado com asfixia financeira para punir e evitar infiltração de integrantes do crime na política. Entre as iniciativas estão ações na Amazônia, tanto das Forças Armadas quanto em parceria de corporações federais, como a Polícia Federal, com as polícias dos estados da região; Expansão e aprimoramento do Programa Celular Seguro, para combater furtos e roubos de celulares; Enfrentar o tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos e manter o rastreamento das armas legalizadas com a população em geral; Combater a prática de violência contra a mulher, exploração sexual de crianças e adolescentes, racismo e crimes de ódio. Flávio Bolsonaro (PL) O senador defende classificar facções criminosas como "narcoterroristas" e usa o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como exemplo para o plano de governo. As medidas aparecem junto a promessas de reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos e ampliar em 500 mil as vagas em presídios. O candidato do PL ainda cita a castração química para abusadores de crianças e adolescentes e a ampliação do monitoramento de agressores de mulheres. Veja abaixo: Declarar facções criminosas como narcoterroristas e combatê-las com "força, inteligência e integração", além da tomada de territórios sob domínio de grupos criminosos; Auxílio a familiares de vítimas da violência e redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Punição a partir dos 14 anos para quem cometer crimes como estupro, tráfico, assassinato e tortura; Castração química para estupradores que abusarem de mulheres e de crianças e que forem condenados pela Justiça; Tratar com "tolerância zero" o feminicídio ao implementar tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores e endurecer leis para cumprimento integral de penas; Promessa de criar 500 mil vagas para presos e 5 presídios de segurança máxima no modelo de El Salvador,

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