De inteligência artificial para combater corrupção a confisco de bens: veja as propostas dos presidenciáveis

🇧🇷 Globo (BR) —
De inteligência artificial para combater corrupção a confisco de bens: veja as propostas dos presidenciáveis

AI Summary

Presidential candidates in Brazil present diverse anti-corruption plans including use of artificial intelligence, asset confiscation, and enforcement reforms. Proposals range from Lula's plan to deepen integrity programs to Flávio Bolsonaro's focus on protecting public entities from political interference.

Urna eletrônica Reprodução/TRE-RN A preocupação dos brasileiros com a corrupção cresceu em um intervalo de 12 dias, segundo pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (14). Em 2 de setembro, 14% dos entrevistados apontavam o tema como sua principal preocupação. Nesta semana, o percentual subiu para 22%. Diante desse cenário, o g1 reuniu as propostas de todos os candidatos à Presidência para combater a corrupção. Os planos incluem uso de inteligência artificial para identificar fraudes, confisco de bens, endurecimento de penas, fiscalização dos gastos públicos e rastreamento de emendas parlamentares. O candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), propõe aprofundar o Plano de Integridade e Combate à Corrupção, lançado em 2024, com foco na prevenção, na investigação e na responsabilização de corruptos e corruptores. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) propõe fortalecer a Lei das Estatais e proteger empresas públicas e fundos de pensão contra indicações políticas. Segundo levantamento do g1 com base nos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nenhum dos candidatos detalha integralmente como as medidas propostas seriam executadas. Os documentos não apresentam, por exemplo, cronogramas, custos, fontes de recursos, indicadores de acompanhamento nem todas as mudanças legais necessárias para a implementação. Segundo Guilherme France, gerente de Advocacy da Transparência Internacional Brasil, uma política de combate à corrupção exige mais do que propostas genéricas ou abstratas. “Como outras áreas de políticas públicas, precisa de propostas detalhadas, com estruturas institucionais claras que possibilitem o monitoramento de indicadores que evidenciem, ou não, a implementação das propostas, com participação da sociedade civil”, diz France. Agora no g1 Veja abaixo as propostas de todos os candidatos à Presidência nas eleições de 2026. Lula (PT) O plano de Lula propõe aprofundar o Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027, com foco na prevenção, na investigação e na responsabilização de corruptos e corruptores. O candidato também promete transformar o Portal da Transparência em uma plataforma baseada em dados abertos e inteligência artificial, além de fortalecer a Ouvidoria-Geral da União e ampliar os mecanismos de participação social. O documento critica as emendas impositivas e o chamado “orçamento secreto”, sob o argumento de que essas práticas dispersam recursos e reduzem a eficiência do orçamento. Embora defenda que o tema seja debatido com a sociedade, o plano não apresenta uma medida específica para reformar o sistema. Flávio Bolsonaro (PL) Flávio propõe fortalecer a Lei das Estatais e proteger empresas públicas e fundos de pensão contra indicações políticas. O plano também prevê a adoção de critérios de mercado para o recrutamento de cargos de direção. O candidato promete ampliar a transparência, o controle e a rastreabilidade das emendas parlamentares, além de manter uma agenda permanente de avaliação dos gastos públicos. Na Previdência, a proposta prevê reeditar um pacote antifraude nos moldes das medidas adotadas em 2019 e rever a governança dos empréstimos consignados do INSS, com dupla checagem para impedir descontos não autorizados. Augusto Cury (Avante) Cury propõe criar o programa “Sociedade Está de Olho”, uma rede formada por cidadãos, universidades, entidades da sociedade civil e órgãos de controle para acompanhar a aplicação dos recursos públicos. O plano também prevê o uso de inteligência artificial para identificar sobrepreços, pagamentos indevidos, fraudes em licitações e conflitos de interesse. O candidato promete ainda investir em tecnologia, integração de dados e capacitação da Polícia Federal, do Ministério Público, dos tribunais de contas e das controladorias, além de adotar programas de compliance e governança corporativa no setor público. Cury também se declara contrário à reeleição, que considera uma das fontes da corrupção. O documento, porém, não detalha como essa mudança seria implementada. Renan Santos (Missão) Renan propõe criar uma Lei de Responsabilidade Gerencial, com metas nacionais de integridade na gestão e eficiência fiscal dos municípios. O plano também propõe a criação de um Comissariado Federal de Gestão Pública, que enviaria representantes aos municípios para fiscalizar, em tempo real, a aplicação de recursos federais. Municípios com desempenho considerado crítico poderiam ser submetidos a uma “Tutela Gerencial”, que exigiria a assinatura conjunta do prefeito e do comissário para determinados gastos. O documento prevê ainda a dissolução de administrações municipais consideradas capturadas pelo crime organizado ou por milícias. Nesses casos, o mandato do prefeito seria extinto, e o município passaria a ser administrado por uma comissão federal por até 24 meses. Ronaldo Caiado (PSD) Caiado propõe criar o Sistema Nacional Anticorrupção e de Integridade Pública, que reuniria órgãos de controle, investigação, inteligência finan

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