Dólar abre em alta, à espera de novas decisões de juros e de olho em quadro político brasileiro

🇧🇷 Globo (BR) —
Dólar abre em alta, à espera de novas decisões de juros e de olho em quadro político brasileiro

AI Summary

The Brazilian real-dollar exchange rate opened higher amid risk aversion and anticipation of interest rate decisions in Brazil and the US. Political tensions in Brazil, including a Supreme Court crisis and upcoming presidential elections, add market uncertainty. Meanwhile, attacks in Saudi Arabia threaten global oil supply, pushing prices higher.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (14) em alta, em meio a uma maior aversão ao risco no mercado. A moeda subia 0,56% perto das 9h, cotada a R$ 5,1539.Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. O mercado segue em compasso de espera pelas novas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, além de continuar atento ao quadro político brasileiro, tanto em relação à crise do Supremo Tribunal Federal (STF), quanto em meio à proximidade das eleições presidenciais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Investidores aguardam as novas decisões de juros do Banco Central do Brasil (BC) e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na chamada Superquarta. No Brasil, a previsão é que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova mais um corte da Selic. Já para os EUA, o mercado aposta em uma nova alta de juros no país. ▶️ No Brasil, o foco fica com a crise no STF, com a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A expectativa é que haja uma sessão nesta semana para determinar se Moraes será investigado no caso, após um relatório da Polícia Federal ter revelado mensagens trocadas entre os dois. (entenda mais abaixo) ▶️ Além disso, a proximidade das eleições presidenciais no Brasil também ficam no radar. Na última sexta-feira, uma pesquisa Datafolha, encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, indicou que o presidente Lula (PT) aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tem 44% em eventual disputa de 2º turno. Eles estão empatados tecnicamente. ▶️ No exterior, novos ataques na Arábia Saudita e no Estreito de Ormuz voltaram a pressionar o petróleo. O oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita foi fechado temporariamente após um ataque com drones, segundo autoridades sauditas. A estrutura ajuda o país a contornar o Estreito de Ormuz e redirecionar suas exportações. Sua paralisação ameaça até 4% do abastecimento global de petróleo. Os ataques voltaram a levantar preocupações sobre a oferta global de petróleo e eventuais impactos na inflação de energia. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, subia 3,67%, cotado a US$ 108,45. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 3,45%, a US$ 103,50 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,10%; Acumulado do mês: -1,06%; Acumulado do ano: -6,63%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,11%; Acumulado do mês: +5,12%; Acumulado do ano: +16,19%. Petróleo dispara em meio a tensões no Oriente Médio Os preços do petróleo continuam em trajetória de alta nesta quinta-feira (10), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, o Irã afirmou que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Inflação e juros Os novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos ficam no centro das atenções do mercado nesta sexta-feira. No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, caiu 0,32% em agosto e registrou a maior deflação desde agosto de 2022, quando o indicador caiu 0,36%. O resultado reforça a tendência de queda de preços e aumenta a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), faça um novo corte da taxa básica de juros na próxima semana. Apesar da queda em agosto, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho. 🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que equivale a um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Já

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