Do que Daniel Vorcaro é acusado? Veja as suspeitas da PF contra o dono do Banco Master

🇧🇷 Globo (BR) —
Do que Daniel Vorcaro é acusado? Veja as suspeitas da PF contra o dono do Banco Master

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Daniel Vorcaro, do Banco Master, enfrenta graves acusações, incluindo lavagem de dinheiro e organização criminosa, após a prisão de seu pai na Operação Compliance Zero. Investigadores descobriram um esquema complexo de fraudes financeiras, incluindo a venda de títulos falsos, levando à liquidação do banco.

Pai de Daniel Vorcaro é preso na quinta fase da operação que investiga Caso Master A prisão de Henrique Vorcaro nesta quinta-feira (14) inaugurou uma nova fase da Operação Compliance Zero. Henrique é pai de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master — instituição que sofreu liquidação pelo Banco Central (BC) no fim do ano passado após a prisão do banqueiro. A investigação começou apurando a suspeita de venda de títulos financeiros falsos, mas acabou revelando um esquema ainda maior. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Atualmente, a Polícia Federal (PF) investiga um leque complexo de crimes atribuídos a Daniel Vorcaro, que inclui lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, além de táticas de intimidação, coerção e invasão de dispositivos informáticos, entre outros crimes. Entenda, abaixo, os detalhes dos esquemas sob investigação e as acusações que pesam contra o empresário. O esquema financeiro: a 'fábrica' de dinheiro falso Segundo a PF, o coração do esquema era inflar artificialmente o valor do Banco Master para fazer a instituição parecer muito mais rica e sólida do que realmente era. A investigação aponta que isso permitia atrair bilhões de reais de investidores e realizar operações financeiras mesmo sem garantias reais. ⚖️ Gestão fraudulenta e estelionato: Leis: Artigo 4º da Lei 7.492/86 e Artigo 171 do Código Penal. Penas de 3 a 12 anos de prisão (Gestão fraudulenta) e 1 a 5 anos de prisão (Estelionato) Segundo a PF, o banco mantinha uma espécie de “linha de produção” de documentos artificiais. Funcionários criariam contratos, extratos, planilhas e procurações usados para simular empréstimos e operações financeiras que nunca existiram. Em diversos casos, pessoas apontadas como clientes afirmaram não reconhecer os empréstimos registrados em seus nomes. A suspeita é que essas carteiras de crédito falsas eram usadas para registrar patrimônio inexistente dentro do banco. Segundo os investigadores, o grupo criava uma aparência artificial de riqueza. Um dos exemplos citados envolve títulos antigos do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). Segundo a investigação, ativos comprados por cerca de R$ 850 mil chegaram a ser registrados como se valessem mais de R$ 10 bilhões. O Banco Central também identificou falhas graves em certificados de depósito bancário (CDBs) e inconsistências incompatíveis com operações reais. 🔎 O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca. Essa remuneração pode ser pré-fixada (definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (atrelada a indicadores como o CDI). O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em CDBs prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro. Lavagem de dinheiro Segundo a PF, Daniel Vorcaro também utilizava uma rede de fundos de investimento e empresas para dificultar o rastreamento do dinheiro. Os investigadores afirmam que ativos circulavam entre diferentes fundos administrados pela Reag Investimentos, gestora responsável por negociar ativos ligados ao Banco Master, em uma espécie de “ciranda financeira”. O objetivo seria esconder perdas, movimentar recursos entre empresas ligadas ao grupo e criar uma falsa percepção de rentabilidade. 💰 A lavagem de dinheiro funciona como uma tentativa de fazer dinheiro obtido de forma ilegal parecer legítimo. Segundo a investigação, recursos suspeitos passavam por diversas empresas e fundos para dificultar a identificação da origem. Um dos exemplos de aumento artificial de patrimônio citados na investigação do Banco Central: 🏦 O Banco Master atraía investidores oferecendo CDBs com rendimentos altos. 💸 Parte desse dinheiro foi emprestada a uma empresa e enviada para fundos administrados pela Reag. 🌀 Os recursos circularam rapidamente entre vários fundos em operações feitas em minutos. 📄 Fundos compraram títulos antigos e registraram valores muito acima do real para inflar artificialmente o patrimônio. 🔄 Depois, o dinheiro voltou ao próprio Banco Master por meio da compra de CDBs. 🔎 Segundo a investigação, o objetivo era criar uma falsa aparência de solidez financeira. A PF também apura suspeitas de ligação entre a estrutura financeira ligada ao Banco Master e a Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os investigadores apontam que o mesmo mecanismo financeiro utilizado para inflar resultados do banco aparecia em operações ligadas a empresas suspeitas de conexão com a facção criminosa. Um dos focos da investigação é o fundo Gold Style, administrado pela Reag. Segundo a PF, o fundo recebeu cerca de R$ 1 bilhão de empresas apontadas como ligadas ao PCC, como Aster Petróleo, BK Bank e Inovanti. Ao mesmo tempo, o Gold Style teria enviado cerca de R$ 180 milhões para a empresa Super Empreendimentos, que teve como diretor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vor

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