Fifa divulga comunicado após reunião em meio à crise com federações
AI Summary
Fifa faced a major crisis after President Gianni Infantino proposed selling shares of the organization to private investors, raising billions. The controversial plan met resistance from Uefa and other continental confederations, leading to threats of boycotts and political pressure on Infantino's leadership.
Tudo sobre o polêmico projeto do Presidente da Fifa A Fifa divulgou nesta quarta-feira um comunicado pouco depois de o presidente Gianni Infantino se reunir com funcionários de alto escalão em Rabat, no Marrocos. O dirigente enfrenta forte pressão no cargo depois de divulgar um plano de venda de ações para investidores privados. Presidente da CBF se manifesta sobre projeto polêmico de Infantino: "Sou um pouco contra" Gianni Infantino enfrenta forte pressão na presidência da Fifa Buda Mendes - FIFA/FIFA via Getty Images A ideia imediatamente enfrentou grande resistência e foi criticada duramente por dirigentes do futebol mundial - principalmente a Uefa, confederação que reúne as associações da Europa. Os planos foram abandonados, mas a entidade europeia defende, agora, uma mudança na presidência da Fifa. Logo depois da reunião, Infantino esteve em um estádio da cidade marroquina para ver a partida Malauí x Zâmbia pela Copa das Nações feminina da África. Ao lado dele, estava o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, que nesta semana enviou aos funcionários da entidade um e-mail crítico sobre o projeto do presidente da federação. O Marrocos é um dos países que se mantém fieis a Infantino nesse momento de crise. Uma das sedes da Copa de 2030, briga para que a cidade de Casablanca receba a final da competição - a Espanha também quer a partida. Assessor de Infantino renuncia em protesto contra venda da Fifa Fifa divulga plano para venda de ações a investidores privados, e Uefa se posiciona contra Sindicato critica plano da Fifa em vender ações e diz que projeto foi feito "a portas fechadas" Europa anuncia boicote a torneios da Fifa até que proposta de venda de ações seja cancelada Chefe operacional da Fifa critica proposta de Infantino: "Projeto de uma pessoa só" Infantino corre risco na presidência da Fifa? Entenda o atual jogo político da entidade Entenda o caso O presidente da Fifa, Gianni Infantino, saiu em três dias de todo-poderoso do futebol mundial a dirigente na berlinda na presidência da Fifa. O plano de criar a empresa Fifa Foward Enterprise (FFE) para a venda de ações a investidores privados fracassou rapidamente, e Infantino vive seu momento mais pressionado desde que assumiu o cargo. A ideia de Infantino era criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária com controle majoritário da Fifa e participações minoritárias de investidores. A companhia ficaria responsável por consolidar as operações das principais competições organizadas pela entidade, como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O objetivo era arrecadar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 bilhões). A Uefa foi a primeira a se posicionar contra e anunciou que os 55 representantes boicotariam competições futuras promovidas pela Fifa enquanto a ideia não fosse cancelada. A Concacaf, que reúne países das Américas do Norte e Central e Caribe, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também reprovaram a medida em notas oficiais. Uefa anuncia boicote a torneios da Fifa Com a impressionante rejeição e pressão sofridas, Gianni Infantino anunciou a desistência da criação da FFE na sexta, três dias após ter anunciado a possibilidade da venda de ações da Fifa a investidores privados. A Uefa, que reúne as federações europeias, defendeu abertamente a mudança na presidência. Mas Infantino tem apoiadores importantes, caso do Marrocos - uma das três principais sedes da Copa do Mundo de 2030 - e tampouco sofreu críticas por parte da Conmebol, confederação sul-americana de futebol e uma das mais importantes mundialmente. Amparado a isso, pode tentar se sustentar no cargo até março, quando haverá a eleição para tentar seu quarto e último mandato. O Conselho da Fifa pode convocar reunião de emergência para tratar da saída de Infantino caso 19 de seus 37 membros a solicitem. A distribuição dos 37 membros é a seguinte: nove da Uefa, sete da AFC (Confederação Asiática de Futebol), seis da CAF (Confederação Africana de Futebol), cinco da Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte e Central), cinco da Conmebol e três da Oceania. Infantino e o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, completam o quadro.