Governo aprova compra de 114 lojas do Epa pelo Supermercados BH; entenda a negociação
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The Brazilian government agency Cade approved the acquisition of 114 Epa and Mineirão stores by Supermercados BH across multiple regions in Minas Gerais, with some locations excluded due to competition concerns. The transaction awaits final clearance, and the brands will continue under Grupo DMA ownership while the Supermercados BH brand expands.
Supermercados BH, EPA e Mineirão assinam acordo para unir operações em MG e outros três estados Reprodução/Redes sociais O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão do governo federal que fiscaliza a concorrência entre empresas, aprovou sem restrições a compra de 114 lojas do Grupo DMA, dono das marcas Epa e Mineirão, pelo Supermercados BH. As unidades ficam em 19 cidades mineiras, e 75 delas estão em Belo Horizonte (veja a lista completa ao final da reportagem). A negociação começou em abril e previa 120 lojas, mas seis foram retiradas depois que o órgão apontou risco de concentração de mercado. Entenda, abaixo, os principais pontos da negociação: Quais lojas foram compradas? As lojas do Epa vão virar Supermercados BH? O negócio já está valendo? Por que seis lojas ficaram de fora? Quais lojas ficaram de fora? Como o governo concluiu que não haveria prejuízo ao consumidor? Há alguma ressalva na decisão? Que tamanho o Supermercados BH passa a ter? Quais são as lojas do Epa e do Mineirão compradas pelo Supermercados BH? Agora no g1 Quais lojas foram compradas? São 114 unidades das bandeiras Epa Plus, Epa Premium e Mineirão, sendo 103 supermercados e 11 atacarejos. As lojas estão espalhadas por cidades da Região Metropolitana, Campo das Vertentes, Zona da Mata, Central Mineira, Vale do Rio Doce e Sul de Minas (veja a lista completa ao final da reportagem). Belo Horizonte concentra 75 lojas, seguida por Contagem, com 10, e Ribeirão das Neves, com 5. As lojas do Epa vão virar Supermercados BH? As empresas ainda não informaram. Nos documentos entregues ao governo, elas afirmam que a compra permite "a expansão da bandeira do Supermercados BH" em cidades onde a rede não está presente ou tem pouca presença. O contrato de compra e venda, que traria a resposta, está sob sigilo a pedido das companhias. O que está sendo comprado é o ponto comercial e as instalações; ou seja, as marcas Epa e Mineirão continuam pertencendo ao Grupo DMA. O negócio já está valendo? Não. A aprovação foi dada pela primeira instância do órgão. A partir da publicação no Diário Oficial, corre um prazo de 15 dias em que a decisão pode ser contestada, seja por empresas que já estavam formalmente cadastradas no processo, seja por iniciativa dos próprios conselheiros do órgão. Se isso acontecer, a compra fica parada até um novo julgamento. Se o prazo terminar sem contestação, as empresas ficam liberadas para concluir a transação. Em nota, o Supermercados BH disse que vai "observar os prazos e demais trâmites legais previstos, até que todas as etapas sejam formalmente concluídas". O g1 procurou o Epa, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Por que seis lojas ficaram de fora? Em 31 de agosto, o órgão classificou o caso como complexo. Segundo a análise técnica, faltavam provas de que houvesse concorrência suficiente nas regiões em torno de algumas unidades. Em um dos casos, a participação somada das duas redes no mercado local ficava entre 80% e 90%. Em 3 de setembro, as empresas assinaram uma alteração no contrato retirando seis lojas da negociação, e o valor total da compra foi reduzido. Quais lojas ficaram de fora? Veneza, em Ribeirão das Neves; Vila Joana D'Arc, em Lagoa Santa; Venda Nova, em Belo Horizonte; Siderurgia, em Ouro Branco; Cinira de Freitas, em Sarzedo; e Distrito Industrial, em Itajubá. Essas unidades seguem sendo do Grupo DMA, que seguirá com 17 lojas próprias em Minas Gerais. Como o governo concluiu que não haveria prejuízo ao consumidor? A análise foi feita região por região. Em Belo Horizonte, foram examinadas 67 áreas diferentes, uma para cada loja. O critério foi medir quanto tempo o consumidor levaria de carro para chegar a um concorrente, em um sábado às 11h. Em cidades menores, considerou-se o limite do próprio município. O órgão concluiu que "não é provável que o Supermercados BH consiga abusar de sua posição", citando a presença de redes como Carrefour, Assaí, Mart Minas, Verdemar, Villefort, Multiformato e Economart, a abertura de 92 lojas novas na capital entre 2021 e 2025 e o crescimento do faturamento do setor. Há alguma ressalva na decisão? Sim. Várias redes concorrentes não responderam ao questionário enviado pelo governo, e por isso a fatia de mercado calculada para o Supermercados BH pode estar maior do que é na realidade. Em algumas cidades, mesmo com a aprovação, a concentração ficou alta: em Ponte Nova, por exemplo, a participação somada das duas redes ficou entre 60% e 70% do mercado local. Que tamanho o Supermercados BH passa a ter? A rede já é a maior de Minas Gerais e a quarta do Brasil, com faturamento de R$ 25,7 bilhões em 2025, segundo a Associação Brasileira de Supermercados. Com a compra, a receita pode chegar a cerca de R$ 34,6 bilhões, de acordo com projeções da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais. Esta é a segunda operação entre as duas empresas no ano: a primeira, com 40 lojas em Minas, na Bahia e em Pernambuco, foi aprovada