Homem é condenado a 48 anos de prisão por matar ex-mulher a facadas em MG
AI Summary
Helton Martins Sobrinho was sentenced to 48 years in prison for the 2025 feminicide of his ex-wife Lucimar da Silva in Capinópolis, Minas Gerais, Brazil. The conviction includes aggravating factors such as cruelty and violation of protective measures. The sentence entailed additional penalties and mandated his transfer to a prison with medical facilities due to health issues.
Casa em que Lucimar foi morta por Helton Martins, em Capinópolis PM/Divulgação Helton Martins Sobrinho, de 61 anos, foi condenado a 48 anos, um mês e 15 dias de prisão pelo feminicídio da ex-companheira, Lucimar da Silva, de 65 anos, que aconteceu em 2025, em Capinópolis, no Triângulo Mineiro. O julgamento aconteceu no dia 18 de setembro, no Tribunal do Júri da cidade. Além da pena de reclusão pelo feminicídio, ele foi condenado a sete meses de detenção e dez dias de multa pelos crimes de dano qualificado e violação de domicílio. A sentença estabeleceu regime inicial fechado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Em nota o advogado Gênio Antônio Vaz, que representa Helton, afirmou que a defesa entende que a pena aplicada foi desproporcional e excessivamente severa em relação às circunstâncias do crime. Ele afirmou ainda que por essa razão, serão pedidos os recursos cabíveis para buscar a fixação de uma pena justa e condizente com os parâmetros legais. O Conselho de Sentença acolheu as teses apresentadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e rejeitou os pedidos da defesa para que fosse reconhecida a semi-imputabilidade de Helton e para que o crime fosse desclassificado, ou seja, a defesa alegou que o condenado tinha sua capacidade de entender o caráter criminoso do que fez ou de controlar suas ações considerada parcialmente reduzida. Agora no g1 Os jurados também reconheceram circunstâncias que agravaram o feminicídio: Lucimar tinha mais de 60 anos, o crime foi cometido com meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima. O homicídio ocorreu ainda durante o descumprimento de medidas protetivas de urgência concedidas anteriormente à mulher. Segundo o MPMG, Helton não aceitava o fim do relacionamento, que durou cerca de nove anos. Movido por ciúmes e sentimento de posse, ele invadiu a casa da ex-companheira e a atacou com uma faca. O crime aconteceu na residência de Lucimar, no Centro de Capinópolis. Conforme a denúncia, menos de um mês antes do assassinato, Helton havia sido intimado das medidas judiciais que determinavam que ele se afastasse da vítima e não mantivesse contato com ela. A sentença também determinou o pagamento de R$ 100 mil de reparação mínima por danos morais aos sucessores de Lucimar. Prisão e transferência Helton estava preso preventivamente desde o dia seguinte ao crime. Ele foi levado ao Presídio de Canápolis, onde ficou durante o processo. Após a condenação, a Justiça autorizou a transferência dele para outra unidade prisional de Minas Gerais, preferencialmente para um estabelecimento com estrutura médica e de enfermagem adequada. Segundo a decisão, Helton tem hipertensão, diabetes e hiperplasia prostática benigna. Ele utiliza uma sonda vesical de demora e faz uso contínuo de diversos medicamentos. A direção do presídio informou à Justiça que a unidade enfrenta redução no número de policiais penais e superlotação no regime fechado. Também apontou que o estabelecimento não possui equipe médica e de enfermagem em tempo integral capaz de atender às necessidades do preso. O Ministério Público não se opôs à transferência. A Justiça determinou que Helton seja levado para uma unidade subordinada ao Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) que tenha estrutura para o acompanhamento médico necessário. O g1 questionou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) sobre o local em que o condenado está preso, e foi informado de que ele permanece no Presídio de Capinópolis. Leia também: Estudante de enfermagem tem aparelhos desligados após 18 dias internado Mulher tem a cabeça raspada e é enforcada com corda pelo marido Ossada é encontrada ao lado de caixão fora de cemitério em MG O crime Na época do assassinato, a Polícia Militar informou que Lucimar já havia denunciado Helton por violência psicológica e ciúmes e conseguido uma medida protetiva. Após matar a ex-companheira, ele fugiu. Segundo a PM, foi encontrado na residência dele com a faca que teria sido usada no crime e uma camisa manchada de sangue. No momento da prisão, ainda tentou se ferir e precisou ser contido pelos policiais. Aos militares, Helton afirmou que matou Lucimar por ciúmes. Para o promotor de Justiça Lucas Sanches Tizzo, a condenação representa uma resposta à violência doméstica e familiar. “A expressiva condenação demonstra que o ciclo de agressões, ameaças e o desrespeito às ordens judiciais de proteção serão combatidos com o máximo rigor legal”, afirmou. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo