Homem morre após ser picado por cascavel e passar mal

🇧🇷 Globo (BR) —
Homem morre após ser picado por cascavel e passar mal

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A 56-year-old rural worker in Piracanjuba, Brazil, died after being bitten by a rattlesnake and allegedly not receiving necessary antivenom treatment at the hospital. The family accused the medical facility of negligence, while the hospital stated protocols were followed and coordinated with toxicology experts.

Trabalhador rural morre após ser picado por cobra em Piracanjuba Um trabalhador rural de 56 anos morreu após ser picado por uma cobra cascavel e passar mal em Piracanjuba, na região sul de Goiás. A família de José Carlos Bernardes de Campo afirma que ele não recebeu soro antiofídico durante o atendimento médico e acusa o hospital de negligência. Segundo reportagem da TV Anhanguera, José Carlos trabalhava roçando o pasto em uma fazenda onde morava, na tarde de quinta-feira (21), quando teria sido picado pela cobra. De acordo com a família, ele foi levado ao Hospital Municipal Thuany Garcia Ribeiro logo após o acidente. Como estava assustado, não conseguiu identificar qual espécie de serpente havia o atacado naquele momento. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Ainda conforme os familiares, ele recebeu atendimento médico, ficou em observação por cerca de quatro horas e depois foi liberado. José Carlos foi para a casa de um irmão, na cidade, mas voltou a passar mal horas depois. José Carlos Bernardes de Campo morreu após ser picado por uma cobra em Piracanjuba. Família afirma que trabalhador rural não recebeu soro antiofídico e denuncia negligência no atendimento Reprodução/TV Anhanguera Família relata piora e cobra explicações Segundo a irmã da vítima, José Carlos começou a sentir o pescoço e a garganta “apertando”, sintomas que podem estar relacionados aos efeitos do veneno da cascavel, conforme mostrado pela TV Anhanguera. Ele retornou ao hospital, mas, segundo a família, novamente não recebeu o soro antiofídico e morreu pouco depois. Nas redes sociais, a sobrinha dele, Geovanna Mendes, publicou um desabafo em que afirma que a família está revoltada com o atendimento recebido. “Os médicos do hospital simplesmente não aplicaram o soro antiofídico, que poderia ter feito toda a diferença. Não fizeram o que era necessário. Não agiram com a urgência que a situação exigia”, escreveu. A sobrinha também afirmou que a família vive um sentimento de “dor e injustiça”. “Hoje, além do luto, fica a indignação. Porque negligência médica também mata”, declarou. LEIA TAMBÉM: Cobra píton de mais de 3 metros filmada ‘passeando’ por rua tinha sido dada de presente ao criador, diz polícia Jiboia é encontrada dentro de depósito e surpreende morador pelo tamanho; vídeo Crianças envenenadas com chumbinho em Goiás: mãe e padrasto são indiciados pela polícia Hospital diz que acompanhou caso junto ao CIATOX Em nota, o Hospital Municipal Thuany Garcia Ribeiro afirmou que prestou “profundo pesar” pelo falecimento de José Carlos Bernardes de Campo e informou que o paciente recebeu atendimento conforme os protocolos estabelecidos para esse tipo de ocorrência. Segundo a unidade, desde o primeiro atendimento houve contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), órgão de referência nesses casos. O hospital informou ainda que José Carlos permaneceu em observação médica e, após retornar à unidade com evolução do quadro clínico, recebeu novo atendimento e todos os procedimentos considerados cabíveis pela equipe de saúde. A direção afirmou também que o caso está sendo acompanhado administrativamente e que medidas estão sendo adotadas. Em respeito ao sigilo médico e à família, o hospital disse que informações detalhadas do prontuário não podem ser divulgadas publicamente. A Secretaria Municipal de Saúde declarou ainda que permanece à disposição dos familiares para esclarecimentos necessários dentro dos limites legais e éticos e manifestou solidariedade à família e amigos da vítima. SES-GO afirma que morte será investigada A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou que, em casos de acidentes com serpentes, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima. Segundo a pasta, em situações em que a serpente não é identificada, a recomendação é manter o paciente em observação por até 12 horas, monitorando sinais neurológicos, como visão turva e alterações musculares, para avaliar a necessidade do soro antiofídico. A SES-GO destacou ainda que o tempo é determinante nesse tipo de ocorrência e que a administração oportuna do soro, quando indicada, é fundamental para evitar complicações e mortes. A secretaria informou também que o óbito será investigado e que é necessário aguardar os laudos para confirmar se a morte foi causada diretamente pelo acidente com a serpente. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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