Infantino se diz aberto a diálogo e quer que federações proponham modelos de governança à Fifa
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FIFA President Gianni Infantino opened dialogue regarding governance reforms at FIFA in response to criticisms about the FIFA Forward Enterprise proposal involving private investors. He emphasized transparency and accountability, proposing a structured consultation with member associations ahead of the upcoming FIFA election scheduled in Morocco.
Gianni Infantino celebra inauguração de Centro de Desenvolvimento do Futebol no ES e PI Em carta enviada nesta segunda-feira às 211 associações-membro da Fifa, o presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que pedirá ao Conselho da Fifa que seja feita uma "consulta direta, estruturada e de duração limitada" para ouvir as confederações sobre como fortalecer "as tomadas de decisão" na federação internacional. A mensagem é uma resposta às críticas pelo projeto da Fifa Forward Enterprise, empresa que teria investidores privados como sócios minoritários e seria a responsável pelos direitos comerciais e de competições da Fifa, como a Copa do Mundo. A proposta gerou forte reação, especialmente de países Europeus e da Concacaf, a associação da América do Norte, América Central e do Caribe. – A consulta convidaria às apresentações de propostas concretas sobre uma participação institucional mais precoce sobre as respectivas funções do presidente, do Bureau, do Conselho e do Congresso, e sobre medidas práticas para reforçar a transparência, a participação e a prestação de contas nas grandes iniciativas estratégicas – afirma Infantino na carta a que o ge teve acesso. O presidente da Fifa também diz que irá sugerir ao Conselho, que se reúne em 15 de outubro, que decida se quer encomendar uma avaliação independente sobre a governança da entidade. Na carta, Infantino defende que a Fifa Forward Enterprise era uma "sociedade comercial controlada pela Fifa" e que ela não previa "abrir mão do controle da Fifa nem de suas autoridades sobre as decisões esportivas". Ele diz, também, que a proposta foi divulgada antes do previsto e de ser apreciada pelos poderes da entidade. – Reconheço que, na ausência do contexto completo, isso gerou preocupação e deu a impressão de que decisões já tinham sido tomadas. Não era o caso, claramente. Era uma proposta, não uma decisão, e sempre esteve sujeita às aprovações do Conselho e das federações membro. Agora foi retirada e não seguirá adiante. Gianni Infantino, presidente da Fifa Getty Images No documento ele também garante que os programas da Fifa, que distribuem parte das receitas para as associações, não mudarão, independentemente do lado que cada federação assumiu durante a crise que atingiu a Fifa depois da Copa do Mundo. – O tratamento dado a nenhuma federação dependerá de sua posição sobre uma proposta ou um assunto institucional. Nos próximos meses, a Fifa escolherá o presidente que comandará a federação por mais quatro anos. Dirigentes precisam registrar suas candidaturas até o dia 18 de novembro – Infantino já declarou que tentará mais uma reeleição, a última possível de acordo com o estatuto. A eleição está prevista para março do ano que vem, no Congresso marcado para Rabat, no Marrocos. A oposição a ele, um bloco que reúne a Uefa, a Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol, ainda não tem um nome para o pleito. Veja na íntegra a carta de Infantino: Prezados vice-presidentes, Prezados membros do Conselho, Prezados presidentes das federações membro, Prezados colegas e amigos, Nas últimas semanas, reservei um tempo para ouvir antes de me dirigir a vocês por escrito. Em minhas conversas privadas com dirigentes de confederações e presidentes das federações membro, falamos sobre o futuro da FIFA, sobre nossas aspirações comuns e sobre como os grandes projetos devem ser elaborados e examinados. Agradeço a franqueza de vocês. Suas perspectivas ajudaram a moldar as propostas que apresento hoje. O futebol é para todos, em todos os lugares. A FIFA pertence igualmente às suas 211 federações membro. A legitimidade da FIFA se baseia no fato de que todas as federações membro têm a mesma voz, independentemente de seu tamanho, seus recursos ou sua força comercial. Seus processos democráticos, sua independência e sua autoridade esportiva nunca estiveram à venda. Não estão e jamais estarão. Durante minha presidência, fortalecemos a FIFA, aumentamos suas receitas e ampliamos sua capacidade de investir no futebol. Foi uma conquista coletiva. Nosso objetivo comum é traduzir esse progresso em maior apoio ao desenvolvimento e à solidariedade, de forma mais sustentável, para que todas as federações membro possam acessar mais recursos para melhorar suas instalações, fortalecer suas competições, formar jogadores e treinadores e criar mais oportunidades de praticar futebol. A recente proposta explorava se um investimento minoritário em uma sociedade comercial controlada pela FIFA poderia gerar recursos adicionais para esse fim. Ela não previa abrir mão do controle da FIFA nem de sua autoridade sobre as decisões esportivas. Obviamente! A proposta foi divulgada antes de concluído o processo institucional previsto pela FIFA e antes de poder ser apresentada integralmente ao Conselho e às federações membro. Reconheço que, na ausência do contexto completo, isso gerou preocupação e deu a impressão de que decisões já tinham sido tomadas. Não era o caso, claramente. Era uma proposta, não uma decisão, e semp