Justiça manda a júri popular acusados por disparos que feriram ex-prefeito de Taboão da Serra em suposto atentado

🇧🇷 Globo (BR) —
Justiça manda a júri popular acusados por disparos que feriram ex-prefeito de Taboão da Serra em suposto atentado

AI Summary

The São Paulo court ordered a jury trial for the accused involved in a shooting incident that wounded former mayor José Aprígio da Silva of Taboão da Serra, which investigators consider may have been a staged assassination attempt to influence the 2024 election.

Ex-prefeito chora e nega participação em atentado falso contra ele A Justiça de São Paulo decidiu levar a júri popular os executores e intermediários envolvidos no caso dos disparos que atingiram o então prefeito de Taboão da Serra, José Aprígio da Silva (Podemos), em outubro de 2024. A decisão é de 24 de junho e foi disponibilizada agora em julho. Foram pronunciados Gilmar de Jesus Santos, Odair Junior de Santana, Clóvis Reis de Oliveira e Anderson da Silva Moura, que responderão por tentativa de homicídio qualificado perante o Tribunal do Júri. A decisão não aponta quem seriam os mandantes do crime. Segundo o documento, essa apuração continua em um inquérito separado. Em março, o g1 mostrou que a Polícia Civil concluiu o segundo inquérito sobre o caso sem identificar os mandantes. (leia mais abaixo) O primeiro inquérito, encerrado em fevereiro de 2025, concluiu que os disparos contra o carro de Aprígio poderiam ter feito parte de uma suposta simulação de atentado para beneficiar politicamente o então prefeito durante a campanha eleitoral. Segundo a investigação, o plano teria sido articulado por integrantes do próprio grupo político de Aprígio. De acordo com a Polícia Civil, a ação saiu do controle. Seis disparos de um fuzil AK-47 perfuraram a blindagem do veículo e atingiram Aprígio no ombro esquerdo. Também estavam no carro o motorista, um secretário e um videomaker. O que diz a decisão A decisão de pronúncia reúne os elementos produzidos durante a investigação e trata o caso sob dois aspectos. Do ponto de vista da acusação, os réus foram pronunciados por tentativa de homicídio qualificado, crime que será analisado pelo Tribunal do Júri. Ao mesmo tempo, o documento registra a existência da tese de que a ação teria sido planejada como uma simulação de atentado, hipótese apresentada durante a investigação e que também será apreciada pelos jurados. Segundo a decisão, o réu colaborador Gilmar de Jesus Santos afirmou que o plano original não seria matar o prefeito, mas realizar uma "simulação de tentativa de homicídio" para gerar repercussão na imprensa e impulsionar a candidatura de Aprígio, que, segundo ele, aparecia em desvantagem nas pesquisas eleitorais. Ainda de acordo com Gilmar, o próprio então prefeito teria conhecimento do plano, que também envolveria o então secretário municipal de Obras. O colaborador afirmou que os participantes teriam recebido a garantia de que não haveria risco real porque o veículo era blindado e os disparos seriam direcionados a pontos previamente definidos, como os vidros e os pneus. A decisão também registra que o delegado responsável pela investigação afirmou estar convencido de que, embora os ocupantes do carro tenham sido expostos a risco concreto, não haveria intenção efetiva de matar Aprígio. Segundo o delegado, os disparos foram efetuados a menos de dois metros de distância com um fuzil AK-47 e, caso a intenção fosse executar o prefeito, seria possível atingir diretamente os ocupantes do veículo, já que o atirador disparou do lado oposto ao assento ocupado por Aprígio. Por que os réus vão a júri Apesar da tese de simulação apresentada pela defesa e mencionada pelo colaborador e pela autoridade policial, a juíza entendeu que o uso de um fuzil AK-47 contra um veículo ocupado por quatro pessoas, em via pública, evidencia a assunção do risco de produzir mortes — hipótese jurídica conhecida como dolo eventual. Por esse motivo, os acusados foram pronunciados por tentativa de homicídio qualificado. Na decisão, a magistrada ressalta que caberá ao Tribunal do Júri decidir, após a análise das provas, se houve intenção de matar ou se os fatos se enquadram na tese de uma simulação que, ainda assim, expôs as vítimas a risco concreto de morte. A decisão também menciona que outras pessoas continuam sendo investigadas em inquéritos paralelos, mas destaca que a identificação formal dos supostos mandantes ainda depende da conclusão dessas investigações. Inquérito A Polícia Civil concluiu, no mês passado, o segundo inquérito sobre o falso atentado político a tiros _que feriu e quase matou o então prefeito de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, José Aprigio (Podemos), em 2024_, sem identificar os mandantes do crime. O primeiro inquérito policial havia sido encerrado em fevereiro de 2025, quando a polícia concluiu que o ataque de fuzil ao carro do prefeito tinha sido forjado para sensibilizar a opinião pública e tentar reelegê‑lo — plano que, segundo a investigação, pode ter sido articulado por integrantes do próprio grupo político de Aprigio. A simulação, porém, saiu do controle: seis disparos de um AK‑47 russo perfuraram a blindagem e atingiram Aprigio no ombro esquerdo, colocando também sua equipe em risco: motorista, secretário e videomaker. Cinco suspeitos foram apontados pela polícia como intermediários e executores do plano; dois acabaram presos e três permanecem foragidos. Todos respondem por quatro tentativas de homicídio. O episódio viralizou após um vídeo editado que mos

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