Muslera desmorona o modelo uruguaio e a Celeste está eliminada

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Muslera desmorona o modelo uruguaio e a Celeste está eliminada

AI Summary

Uruguay was eliminated early from the 2026 World Cup after a 1-0 loss to Spain, marked by goalkeeper Fernando Muslera's significant errors. The match featured low-quality play from both sides, with Spain's narrow victory secured by Baena's goal and Uruguay finishing third in their group with only two points.

Uma tragédia basicamente anunciada foi a principal responsável pela precoce eliminação do Uruguai de mais uma Copa. Fernando Muslera foi recolocado no gol da Celeste por Marcelo Bielsa e jamais justificou tal decisão. Já havia errado em partidas recentes e, na noite desta sexta, em Guadalajara, falhou de forma gritante em um momento favorável do Uruguai na partida contra a Espanha. Antes de mais nada é necessário dizer que o nível do jogo foi baixo. As duas equipes produziram muito pouco ofensivamente, e as partes tática e técnica não foram dignas da qualidade da maioria dos jogadores que estavam em campo. A vitória magra espanhola, com gol de Baena, decretou a terceira colocação uruguaia. Com apenas dois pontos, não estará entre os oito melhores terceiros colocados Escalações Marcelo Bielsa fez só uma troca em relação ao time que empatou com Cabo Verde. Darwin Nuñez, que foi muito mal na estreia, voltou na vaga que foi de Viñas. Muslera e Olivera foram mantidos. Luis de la Fuente fez duas mexidas na Espanha. Saíram Pedro Porro e Dani Olmo. Llorente voltou na lateral-direita e Merino entra no meio-campo. Baena foi mantido. Como Uruguai e Espanha iniciaram o duelo válido pela 3ª rodada do Grupo H da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O jogo Marcar com extrema dedicação e inteligência para entender os movimentos que a Espanha faz. O Uruguai sabia que não teria como obter sucesso contra a Fúria se não começasse o seu plano desta forma. E assim o fez! Conseguiu travar a circulação de bola dos espanhóis perto da área ofensiva. Protegeu os setores, mas cada jogador tinha o seu alvo específico nos combates em bloco baixo. Rodri era quase sempre acossado por Valverde e tinha pouca influência no jogo europeu. Pedri era vigiado por Bentancur. Ugarte seguia Merino. Cabe frisar a preocupação do trio de meio-campo uruguaio de não acompanhá-los longe da intermediária defensiva charrúa para não abrir lacunas no setor. Canobbio e Maxi Araújo acompanhavam Cucurella e Llorente. Varela e Sanabria cuidavam de Baena e Yamal. Cáceres quase sempre seguia Oyarzabal para Olivera ''sobrar'', e Darwin se dividia entre os dois zagueiros espanhóis, além de ajudar a fechar os espaços centrais quando a Fúria pisava no campo de ataque. O Uruguai só correu riscos quando ele mesmo errou, como num passe equivocado de Bentancur e em uma saída ruim de Muslera. Uruguai x Espanha - Copa do Mundo REUTERS/Daniel Becerril A Espanha era morosa, não achava as combinações e consequentemente não produzia. Depois da parada para hidratação passou a perder alguns duelos entre as intermediárias e sofrer ataques rápidos dos sul-americanos, que poderiam ter aberto o placar com Darwin Nuñez. Ele não finalizou o bom cruzamento de Valverde, que havia desarmado Rodri ao lado da área espanhola. Bentancur e Canobbio começaram a se soltar mais, Maxi Araújo apareceu em boa jogada pela esquerda. Aos 41', porém, algo muito temido pelos uruguaios aconteceu. Uma falha bisonha de Muslera. Cabe ressaltar o mérito de Merino e Llorente, que recuperaram uma bola perdida pelo lado direito do ataque. O lateral cruzou para Baena dominar e marcar em um chute fraco de virada. O detalhe é que a Espanha tinha um homem a menos em campo no momento do gol. Oyarzabal recebia atendimento fora do gramado. Quem precisou sair e não conseguiu voltar foi Ugarte. De la Cruz substituiu o volante lesionado ainda no 1º tempo. Os uruguaios subiram um pouco o bloco de marcação na sequência e rondaram a área europeia. Estavam sendo eliminados com a derrota. Muslera falha em gol da Espanha contra o Uruguai REUTERS/Raquel Cunha Bielsa tirou Muslera no intervalo. Rochet entrou. Não restava outra alternativa a não ser tentar ser mais agressivo com a bola. O pouco repertório em fase ofensiva reapareceu, assim como o evidente nervosismo. Bielsa sacou o apagado Valverde com apenas 11 minutos do 2º tempo. Viñas entrou e o time passou ao 4-4-2, mas a produtividade não mudou. Na Fúria, Pedri e Merino também saíram precocemente. Dani Olmo e Fabian Ruiz entraram. A Espanha não fazia um bom jogo. Passava longe do controle que costuma ter e também não era eficiente ofensivamente. No entanto tinha espaços com a nova postura adversária, e por pouco não aproveitou para ampliar com Dani Olmo, que finalizou muito mal uma boa jogada de Yamal. Yeremi Pino na vaga de Baena foi a terceira cartada espanhola. Mais para a parte final do 2º tempo, Lamine Yamal e Oyarzabal deram lugar a Nico Williams e Ferran Torres. A Celeste fez sua última troca logo depois da parada para hidratação. Brian Rodriguez entrou e Sanabria saiu. Maxi Araújo passou para a lateral-esquerda. O máximo que o Uruguai conseguiu fazer veio em um chute de fora da área de De la Cruz, que mais uma vez entrou bem. A Espanha também fez muito pouco. Mas ao menos teve uma chance clara desperdiçada por Ferrán Torres, que mandou no travessão. Um descompensado Canobbio foi expulso nos acréscimos, dando contornos ainda mais tristes ao vexame celeste.

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