Na ONU, Lula trata de soberania e critica interferências externas em processos eleitorais

🇧🇷 Globo (BR) —
Na ONU, Lula trata de soberania e critica interferências externas em processos eleitorais

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Brazilian President Lula addressed the UN General Assembly, criticizing external interference in Latin America and emphasizing Brazil's sovereignty. He called for multilateralism, cooperation to curb crime, and defended Brazil's electoral system while rejecting hegemonic influence in the region.

Lula discursa na Assembleia Geral da ONU Como é tradição, o presidente brasileiro foi o primeiro a discursar no plenário da ONU. O presidente Lula abriu o discurso de pouco mais de 20 minutos com críticas à própria ONU. Disse que as Nações Unidas falharam em livrar a humanidade das guerras e falou sobre a influência dos Estados Unidos na América Latina, sem citar o nome de Trump: “Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável. Sobretudo em um contexto de recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém. Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculos para a maior integração entre vizinhos”. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Lula afirmou que a região voltou a presenciar ingerência externa em processos eleitorais e criticou a divisão do mundo em zonas de influência. Disse que o povo venezuelano deve decidir o próprio destino. Lula disse que o Brasil não vai terceirizar a defesa das fronteiras e que entregou ao presidente americano uma proposta de cooperação na área: “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado”. Na ONU, Lula trata de soberania e critica interferências externas em processos eleitorais Jornal Nacional/ Reprodução O presidente brasileiro criticou o que descreveu como uso das sobretaxas como armas de coerção e chantagem e defendeu o multilateralismo. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o representante de Comércio, Jamieson Greer, estavam na plateia. São os dois responsáveis por negociar com o Brasil. No fim do discurso, Lula defendeu o sistema eleitoral brasileiro: “Possuímos um sistema eleitoral moderno e robusto. Sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular”. Ao contrário de 2025, o governo brasileiro informou que Lula e Donald Trump não se encontraram nos bastidores da Assembleia Geral da ONU na hora do revezamento dos discursos. O presidente brasileiro assistiu ao discurso do presidente americano. Depois, deixou a sede da ONU e foi para o aeroporto para pegar o voo de volta para o Brasil. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM De Lula 1 a Lula 3: o que permaneceu, o que mudou e o que surgiu nos discursos do presidente na ONU Lula na ONU: veja recados ao público brasileiro, a Trump e à comunidade internacional Delegação dos EUA não aplaude discurso de Lula na ONU em nenhum momento Valdo Cruz: Na ONU, Lula manda recados para os EUA, mas também faz discurso de campanha voltado ao Brasil

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