'Os americanos não vão resolver problema que é nosso', diz Caiado sobre ação dos EUA contra crime organizado no Brasil
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Ronaldo Caiado, presidential candidate in Brazil, criticized the US for trying to intervene in Brazil's fight against organized crime. He emphasized Brazil's responsibility to combat narcotrafficking and proposed a South American police cooperation pact to tackle drug trafficking and related crimes.
O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, em evento em SP Alexandre Gajardoni/PSD O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta segunda-feira (17) que os Estados Unidos não devem ser os responsáveis por combater o crime organizado no Brasil e defendeu que o próprio país lidere o enfrentamento ao narcotráfico na América do Sul. “Os americanos não vão resolver problema que é nosso. Eu não tenho preocupação nenhuma com os americanos. Quem vai resolver esse problema somos nós, brasileiros”, afirmou, após ser questionado sobre a tentativa dos EUA de interferir no Brasil ao classificar organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como terroristas. Caiado disse ainda que a falta de ação do governo brasileiro diante do avanço do crime organizado coloca outros países em risco. Segundo ele, o Brasil precisa ampliar a cooperação com os países da América do Sul para combater o narcotráfico, o tráfico de armas e a lavagem de dinheiro. O candidato citou a Amazônia brasileira como um “hub logístico” para o tráfico de drogas e afirmou que países europeus já demonstram preocupação com o avanço da cocaína em seus territórios. Também mencionou a presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) em 29 países. Na avaliação de Caiado, o combate ao crime organizado deve envolver os dez países que fazem fronteira com o Brasil. Ele defendeu a criação de uma estrutura de cooperação policial entre os países sul-americanos, com livre acesso aos territórios para ações de combate ao narcotráfico e a outros crimes associados. "Essa polícia avançará. Será uma Sulpol, ou seja, a polícia dessa área da América do Sul”, disse. Agora no g1