Suspeito de envolvimento em ataque que matou grávida e filho morre em confronto com a polícia no MA
AI Summary
A suspected perpetrator involved in the attack that killed a pregnant woman and her 4-year-old son in São João Batista, Brazil, died during a police confrontation. Authorities continue to investigate and search for other suspects linked to the violent crime possibly related to gang conflicts.
Força-tarefa procura criminosos após ataque a comunidade em São João Batista Um homem apontado como um dos envolvidos no ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, de 4 anos, em São João Batista, morreu durante um confronto com as forças de segurança. A informação foi divulgada neste domingo (12) pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB). “Um dos envolvidos no ataque criminoso que tirou a vida de uma mulher grávida e de seu filho, em São João Batista, morreu em confronto com as forças de segurança durante ação policial”, afirmou Brandão. A identidade do homem não foi divulgada. O g1 solicitou à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) mais informações sobre o confronto e circunstâncias da ação, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Segundo o governador, as investigações e as buscas continuam para identificar, localizar e prender os demais envolvidos no crime. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp As vítimas, Samira Costa Correia, que estava grávida de três meses, e Yan Kaleb Costa Santos, foram encontradas carbonizadas dentro de uma casa incendiada na sexta-feira (10). Segundo a polícia, homens armados invadiram o imóvel, fizeram vários disparos e atearam fogo no local. Segundo a polícia, homens armados invadiram o imóvel, fizeram vários disparos e atearam fogo na residência. Testemunhas relataram que aproximadamente 15 homens teriam participado do ataque. A Polícia Militar encontrou cerca de 100 estojos de munição já disparada no local. Havia materiais dos calibres 9 milímetros, .38, .40 e 12. Exames periciais devem esclarecer se Samira e Yan morreram em consequência dos tiros ou do incêndio. As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos Reprodução/Redes Sociais Suspeitos já haviam sido identificados De acordo com Augusto Barros, policiais fazem buscas pelos suspeitos na região. Os nomes não foram divulgados para não comprometer as investigações. “Já temos a identificação dos envolvidos. Temos pessoas trabalhando na procura deles na região e equipes fazendo todo o trabalho de inteligência para que possamos dar uma resposta rápida e firme à sociedade”, afirmou o delegado. A polícia não informou quantos suspeitos foram identificados nem detalhou a participação de cada um. O alvo e a motivação do ataque ainda são investigados, e uma das hipóteses é de que o crime esteja relacionado a uma disputa entre facções criminosas (veja mais abaixo). Uma força-tarefa foi criada no sábado (11) para investigar o crime e a atuação de grupos criminosos na região. O trabalho reúne equipes da delegacia regional, batalhões da Polícia Militar, setores de inteligência da Secretaria de Segurança Pública e a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). Segundo o delegado-geral, a operação não está concentrada apenas na identificação dos responsáveis pelas mortes. As forças de segurança também devem mapear integrantes, lideranças e formas de atuação das facções criminosas na Baixada Maranhense. Motivação ainda é investigada A Polícia Civil trabalha com diferentes hipóteses para esclarecer quem era o alvo do ataque e o que motivou o crime. Uma das linhas de investigação aponta para uma possível disputa entre facções criminosas. Segundo o delegado-geral, a polícia apura informações de que uma pessoa próxima às vítimas poderia ter ligação com um grupo criminoso e teria sido acusada de mudar de facção ou de trair o grupo. O delegado ressaltou, no entanto, que as versões ainda não foram comprovadas. “Há muita especulação e muito boato que se mistura com outras versões, às vezes criando versões distintas. Então, o nosso trabalho é reunir todas essas informações e trabalhar todos os pontos de cada versão até entender, de fato, o que aconteceu”, explicou. Segundo familiares, Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai de Yan, foi visto na casa pouco antes do ataque. Até a última atualização desta reportagem, ele não havia sido localizado. Testemunhas relataram à polícia uma possível ligação de Josef com um grupo criminoso. A informação não foi comprovada e integra uma das linhas de investigação. O g1 não conseguiu contato com ele até a última atualização desta reportagem. A Polícia Civil não esclareceu em que condição Josef é procurado nem informou se há registro formal de desaparecimento. As buscas pelos suspeitos continuam na zona rural de São João Batista e em municípios da região. A Polícia Civil informou que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das investigações.