Tarcísio e Haddad gastaram ao menos R$ 2,2 milhões em anúncios no Instagram e no Facebook em 2026, mesmo antes do início da campanha
AI Summary
Candidates Tarcísio de Freitas and Fernando Haddad spent at least R$ 2.2 million on Facebook and Instagram advertisements in early 2026 before the official campaign start. Data from Meta's Ad Library shows distinct advertising strategies and significant impressions, highlighting key early election campaign efforts in São Paulo.
Tarcísio e Haddad já gastaram R$ 2,2 milhões em anúncios nas redes em 2026 Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), os principais candidatos a governador de São Paulo, já gastaram ao menos R$ 2,20 milhões em anúncios no Facebook e no Instagram em 2026, antes do início oficial da propaganda eleitoral na internet e nas ruas, que começou no último domingo (16). O levantamento do g1 foi feito a partir da Biblioteca de Anúncios da Meta, que reúne informações sobre publicidade política nas plataformas da empresa. Foram analisados 613 anúncios de Tarcísio iniciados em 2026 e 1.008 anúncios de Haddad no mesmo período. As demais redes sociais alegam não aceitar impulsionamento pago de conteúdo político e não têm um sistema de informação de gastos publicitários. Os candidatos, porém, fazem postagens orgânicas nas plataformas. A Biblioteca de Anúncios da Meta não informa o valor exato pago por cada peça. A plataforma apresenta os investimentos em faixas, como de R$ 1 mil a R$ 1.499 ou de R$ 10 mil a R$ 14.999. Por isso, o g1 adotou o menor valor de cada intervalo para calcular o investimento mínimo. O governador aparece com investimento de ao menos R$ 1,18 milhão. No caso do petista, o valor mínimo chega a R$ 1,02 milhão. No caso de Haddad, foram considerados 132 anúncios publicados pela própria página do candidato e 876 feitos pelo PT, com fotos ou vídeos relacionados a ele (leia mais abaixo). O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) escolheu Osasco, na Grande São Paulo, para iniciar a corrida pela reeleição. Fernando Haddad (PT) começou a campanha ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Montagem/Estadão Conteúdo O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informa que os gastos com impulsionamento na pré-campanha não são irregulares desde que não haja pedido explícito de voto e que os valores sejam moderados. Essas despesas não entram na prestação de contas eleitoral da candidatura nem são descontadas do teto de gastos da campanha. Para a disputa pelo governo de São Paulo, o limite é de R$ 26,6 milhões no primeiro turno, com mais R$ 13,3 milhões caso a candidatura avance ao segundo turno. As prestações de contas referentes ao primeiro turno devem ser encaminhadas ao TRE-SP até 3 de novembro. Para as candidaturas que disputarem o segundo turno, o prazo para apresentar as contas dos dois turnos termina em 14 de novembro. Os anúncios de Tarcísio foram exibidos ao menos 198,5 milhões de vezes e os de Haddad, 113,6 milhões. Uma diferença de 84,9 milhões de impressões. Os dois, porém, adotaram estratégias diferentes. Tarcísio manteve publicidade paga ao longo de todo o ano e acelerou os investimentos a partir de maio. Haddad concentrou praticamente todo o gasto a partir de junho, com uma forte expansão dos anúncios feitos pelo PT e, em agosto, com a entrada de publicidade diretamente em sua página. Em nota, a campanha de Fernando Haddad informou que a estratégia para divulgar os investimentos do governo federal nas cidades de São Paulo, na capital e no interior do estado, teve como critério o algoritmo da plataforma, que entrega seus conteúdos para localidades com maior densidade populacional (leia mais abaixo). Já a campanha de Tarcísio de Freitas explicou que os investimentos de comunicação realizados no período anterior à campanha eleitoral foram custeados pelo Republicanos, com o objetivo de apresentar a atuação e a qualidade da gestão de seus quadros e filiados. No caso de Tarcísio, os conteúdos destacaram entregas e temas relevantes do governo (leia mais abaixo). Perfil dos anúncios de Tarcísio e Haddad Arte/g1 Propaganda política A ferramenta da Meta é uma das principais formas de acompanhar publicidade política no Brasil. Apesar disso, os valores são estimativas mínimas, porque a empresa não mostra quanto foi gasto exatamente em cada anúncio. Em vez disso, informa apenas uma faixa de preço. Por exemplo: um anúncio pode aparecer como tendo recebido entre R$ 1 mil e R$ 1.499. Para fazer a conta, o g1 sempre usou o menor valor da faixa. Nesse exemplo, considerou R$ 1 mil. Por isso, o gasto efetivo pode ser maior. A pesquisadora Débora Salles, coordenadora-geral de pesquisa do NetLab, Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que a divulgação em faixas dificulta a fiscalização detalhada dos anúncios. Segundo ela, a limitação permite identificar a dimensão geral dos investimentos, mas dificulta saber exatamente quanto foi gasto em cada peça e comparar anúncios individualmente. Para ela, essa limitação faz parte de um problema mais amplo de transparência na publicidade política digital. “Sem uma regulação geral, a gente vai estar sempre com materiais muito pouco comparáveis nas plataformas. Então é preciso criar parâmetros vinculativos para que todas as plataformas tenham ferramentas realmente utilizáveis.” A pesquisadora afirma que não há uma razão técnica que impe