Torreão lamenta afastamento da presidência do Campinense e diz foi apunhalado pelas costas
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Flávio Torreão lamentou seu afastamento da presidência do Campinense e denunciou uma manobra contra ele durante a reunião do Conselho Deliberativo. O conselho havia apurado questões de inadimplência e obstrução institucional que culminaram em sua suspensão temporária.
Afastado da presidência do Campinense após reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do clube na noite dessa quinta-feira (21), Flávio Torrão concedeu entrevista ao Globo Esporte Paraíba desta sexta-feira (22). O dirigente lamentou o ocorrido e disse que seu afastamento foi uma manobra " "orquestrada" e que foi "apunhalado pelas costas" por dirigentes da Raposa. + CLIQUE AQUI para receber as notícias da Raposa em primeira mão, pelo WhatsApp — Recebi a notícia com muita perplexidade, com muita tristeza. Não esperava, de fato, um afastamento desse modelo, feito da maneira que foi, meticulosamente desenhado e orquestrado da forma que foi feito. Para você ter ideia, a reunião terminou e cerca de 10 minutos depois já tinha uma nota pronta para ser publicada — comentou. Flávio Torreão, presidente do Campinense Estefinho Francelino / Campinense Além de Torreão, diretor de administração e finanças, Wellington Monteiro da Silva, também foi afastado temporariamente do cargo. A decisão consensual dos 24 conselheiros é resultado das pautas debatidas nas três últimas reuniões do Conselho Deliberativo, que se tornaram públicas após a expedição de quatro ofícios, no último dia 13. O colegiado apura supostas faltas de Torreão e Monteiro que teriam culminado em inadimplência salarial, omissão de existência de confissão de dívida, não entrega de relatório financeiro, ofícios sem respostas consistentes, irregularidades patrimoniais e obstrução institucional. + William Simões assume presidência do Campinense após afastamento de Flávio Torreão O afastamento não implica na destituição dos cargos. A partir de agora, os dois têm 48 horas para apresentarem documentos, acessos e bens institucionais. Depois disso, terão até o dia 20 de junho para entregarem suas defesas formais ao Conselho Deliberativo. No dia 1º de julho, o relator designado para o caso, Francisco Neto, deverá dar o seu parecer, e o Conselho votará sobre a destituição total, retorno definitivo aos cargos ou prorrogação do afastamento. Estádio Renatão, Campinense Artur Lira/TV Paraíba + Conselho do Campinense cobra da diretoria esclarecimentos sobre situação financeira do clube — Fico muito preocupado porque a situação no Campinense se repete. Aqui, parece que usam-se de pessoas e com o passar ds tempo essas pessoas são descartadas, sem levar em conta o reconhecimento pelo trabalho realizado. Me dediquei ao máximo, me entreguei por inteiro para estar aqui nessa instituição tão importante fazendo tudo o que fiz e hoje recebo a notícia que fui praticamente chutado, apunhalado pelas costas por pessoas que diziam estar juntas comigo nos momentos de dificuldade — lamentou o presidente. Nos ofícios entregues pelo Conselho Deliberativo, o colegiado já chamava atenção para a situação fiscal do clube, incluindo a questão de alguns funcionários que, de acordo com o conselho, estão há quatro meses sem receber. Outro ponto que foi sinalizado nos ofícios foi o sumiço de uma máquina de gelo da propriedade do clube, que deve ser devolvida dentro das 48 horas estipuladas para isso. William Simões, vice-presidente do Campinense TV Paraíba + Siga o canal do ge Paraíba no Whatsapp! Com o afastamento de Flávio Torreão, William Simões, que é vice-presidente, assume, de forma interina, o comando do Campinense. Ele já esteve à frente da Raposa entre 2011 e 2018, período marcado por conquistas como alguns títulos de Campeonato Paraibano e o troféu de campeão da Copa do Nordeste 2013. Ele foi afastado do cargo em 2018 em decorrência da Operação Cartola, mas foi absolvido pela Justiça anos depois. Leia mais notícias do esporte paraibano no ge.globo.com/pb