Tribunal do Júri retoma julgamento de Jairinho e Monique pela morte de Henry Borel

🇧🇷 Globo (BR) —
Tribunal do Júri retoma julgamento de Jairinho e Monique pela morte de Henry Borel

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The Rio de Janeiro jury trial for former councilor Jairinho and Monique Medeiros resumes, charged with the 2021 death of four-year-old Henry Borel. Both are accused of homicide and torture, with the trial having been previously disrupted by defense actions, and prosecutors assert repeated abuse by the accused.

Julgamento Henry Borel A Justiça do Rio retoma nesta segunda-feira (25) o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021. A sessão será realizada no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro, sob presidência da juíza Elizabeth Machado Louro. Os dois réus estão presos e respondem por uma série de crimes relacionados à morte da criança, incluindo homicídio qualificado e tortura. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Dr. Jairinho e Monique Medeiros, em fotos feitas no ingresso do casal no sistema penitenciário Reprodução O julgamento havia começado em março deste ano, mas foi interrompido após os advogados de Jairinho abandonarem o plenário em uma tentativa de forçar o adiamento da sessão. Desde então, a defesa do ex-vereador apresentou novos recursos para tentar suspender o júri e anular provas do processo, mas os pedidos foram rejeitados pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Henry morreu no dia 8 de março de 2021 após dar entrada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, já em parada cardiorrespiratória. Inicialmente, o caso foi tratado como um possível mal súbito, mas exames periciais identificaram múltiplas lesões e sinais de agressão. A investigação passou então a apontar homicídio e tortura. O Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões reiteradas praticadas por Jairinho e que Monique, mãe do menino, tinha conhecimento das violências e se omitiu. As defesas negam os crimes e afirmam que houve falhas na investigação e nas perícias. Relembre o caso O menino Henry Borel, de 4 anos Reprodução Henry Borel Medeiros morreu na madrugada de 8 de março de 2021, aos 4 anos, no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, Jairinho, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste. Segundo a investigação, o menino chegou ao Hospital Barra D’Or já sem sinais vitais. Médicos identificaram lesões incompatíveis com a versão apresentada inicialmente pelo casal e acionaram a polícia. Os laudos do Instituto Médico-Legal apontaram múltiplas lesões internas, hemorragia e indícios de violência continuada. A Polícia Civil concluiu que Henry vinha sofrendo agressões antes da morte. Em abril de 2021, Jairinho e Monique foram presos temporariamente por suspeita de homicídio e tortura. No mês seguinte, a polícia indiciou os dois por homicídio triplamente qualificado e tortura. O Ministério Público apresentou denúncia, que foi aceita pela Justiça, transformando ambos em réus. Entre 2021 e 2022, o processo passou pela fase de instrução, com depoimentos de testemunhas, perícias e interrogatórios. Em novembro de 2022, a Justiça decidiu pronunciar os réus, reconhecendo haver indícios suficientes para levá-los a julgamento popular. Como funciona o Tribunal do Júri Caso Henry Borel: julgamento é transferido para maio após manobra dos advogados de Jairinho, padrasto da criança Jornal Nacional/ Reprodução O Tribunal do Júri é o órgão do Judiciário responsável por julgar crimes dolosos contra a vida, como homicídio. A decisão não é tomada apenas por um juiz, mas por sete jurados — cidadãos comuns escolhidos para compor o Conselho de Sentença. No júri, cabe à juíza conduzir os trabalhos e aplicar eventual pena, mas a definição sobre condenação ou absolvição pertence aos jurados. Os jurados votam secretamente, respondendo a quesitos formulados pela magistrada. A decisão é tomada por maioria simples — ao menos quatro votos. Durante o julgamento, os jurados permanecem incomunicáveis. Eles não podem conversar sobre o caso, acessar redes sociais nem manter contato com testemunhas ou partes envolvidas. Crimes em julgamento Jairinho durante o depoimento no caso Henry Divulgação/Brunno Dantas e Felipe Cavalcanti/TJRJ Jairinho responde por: homicídio qualificado; tortura em três episódios; fraude processual; coação no curso do processo. Segundo o Ministério Público, o ex-vereador praticou agressões reiteradas contra Henry e agiu com meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, usava uma camiseta com fotos do filho Jornal Nacional/ Reprodução Monique Medeiros responde por: homicídio qualificado por omissão; tortura em dois episódios; falsidade ideológica; fraude processual; coação no curso do processo. A acusação sustenta que ela, na condição de mãe e responsável legal pela criança, tinha dever de proteção e se omitiu diante das agressões. Etapas do julgamento Após a formação do Conselho de Sentença, começa a fase de instrução em plenário, quando testemunhas, peritos e os próprios réus são ouvidos diante dos jurados. Em seguida, acusação e defesa fazem os debates orais. O MP pode falar por até três horas. As defesas têm o mesmo tempo para apresentar suas teses. Depois, ainda podem ocorrer réplica e tréplica. Na reta final, os jurados respondem aos quesitos formulad

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