Trump diz que Irã concordou com acordo, abrindo mão de armas nucleares, antes de ataque de drone no Estreito de Ormuz
AI Summary
Tensions escalate in the Strait of Hormuz after Iran launched attacks on multiple Gulf countries following US airstrikes targeting Iranian military sites. Despite US statements ensuring navigation freedom, Iran's Revolutionary Guard claims closure of the Strait and has engaged in hostile maritime actions.
Trump sobre o Irã: Eles fecharam um acordo ontem. Acordo perfeito para nós. Sem armas nucleares. Eles abriram mão de tudo. E depois disso, saíram da sala e, em menos de uma hora, lançaram um drone contra um navio. Embarcações no Estreito de Ormuz , vistas de Musandam, Omã REUTERS / Stringer O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos negou que o Estreito de Ormuz esteja fechado para navegação e afirmou que o Irã não está no controle da rota. Em comunicado divulgado através da rede social X neste domingo (12), o comando militar responsável pelas operações norte-americanas na região do Oriente Médio, Ásia Central e partes do Sul da Ásia disse que suas forças estão posicionadas para garantir a liberdade de navegação e condenou o que chamou de "agressão iraniana injustificada". "O Estreito de Ormuz está aberto a todos os navios que buscam transitar legalmente pela via navegável internacional. As forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível, apesar da agressão iraniana injustificada, assédio, ameaças e declarações arbitrárias. O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo". Em entrevista ao programa Meet the Press, da TV americana NBC, o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou o comunicado e garantiu que Ormuz está aberto ao tráfego comercial, embora os EUA e o Irã continuem a trocar ataques. Mais cedo, após os EUA anunciarem uma ofensiva a 140 alvos militares no território iraniano, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o Estreito de Ormuz estava fechado novamente e confirmou ter disparado tiros de advertência contra embarcações. Neste domingo, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, o ataque ocorreu a cerca de 17 km a leste da Península de Musandam, pertencente a Omã, e provocou um incêndio a bordo, obrigando a tripulação a abandonar o navio em um bote salva-vidas. Segundo comunicado das autoridades de Omã, 23 membros da tripulação do navio GFS Galaxy foram resgatados, mas a busca por um tripulante desaparecido continua. "Várias embarcações tentaram seguir uma rota não autorizada e ignoraram nossos avisos e sinais. Uma embarcação que comprometeu a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingida por tiros de advertência e detida", declarou a Guarda Revolucionária, acrescentando: "O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até segunda ordem e até a conclusão das operações dos EUA na região. Nenhuma embarcação terá permissão para passar". Irã fez ataque a países vizinhos Troca de ameaças entre Irã e Estados Unidos ganha força neste sábado (11) Com a escalada do conflito com os EUA, neste domingo, o Irã atacou alvos ligados aos Estados Unidos em quatro países do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou: ter destruído um centro de comando e controle e hangares de drones na Jordânia, aliado dos EUA atacado um radar americano no Kuwait atacado plataformas de apoio e reabastecimento de porta-aviões americanos em Omã destruído um centro de manutenção de jatos e uma instalação de comando no Catar Autoridades dos Emirados Árabes Unidos disseram que seus sistemas de defesa interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã, mas depois confirmaram que as ameaças detectadas estavam fora das fronteiras do país. Sirenes de alerta soaram no Bahrein. O governo do Catar confirmou a interceptação de mísseis e informou que três pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas por estilhaços provenientes do ataque. Também condenou os ataques de Teerã aos países vizinhos, classificando-os como uma "grave escalada que complica os esforços para conter as tensões na região". Segundo a agência de notícias estatal da Jordânia, três mísseis disparados de território iraniano causaram danos materiais leves e nenhuma vítima. Imagem divulgada pelas Forças Armadas dos EUA mostra míssil sendo disparado em ataque contra o Irã Comando Central dos EUA/Divulgação via REUTERS Os ataques representam uma escalada acentuada da tensão na região. Neste sábado (11), o Comando Central das Forças Armadas norte-americanas afirmaram ter atingido 140 alvos militares iranianos, de um total de mais de 300 durante três noites de ataques, "para prejudicar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam livremente pelo estreito". "O Irã fez uma má escolha. Agora está pagando o preço", escreveu o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, na rede social X. A mídia estatal iraniana noticiou explosões no sul do país, nas cidades de Bandar Abbas, Sirik e Jask, na ilha de Qeshm, e também na província do Khuzistão, na fronteira com o Iraque. Não houve relatos imediatos de vítimas. De acordo com as agências de notícias Mehr e Tasnim, citando uma autoridade local, a ofensiva dos EUA matou um soldado: "O tenente Hamidreza Dehghani, da Marinha das Forças Armadas da República Islâmica, foi martirizado durante o ataque terrorista criminoso realizado ontem à noite pelos Estados Unidos ao porto de Jask".