Toffoli defende barrar candidatura de Dr. Furlan ao governo do AP; decisão é adiada por pedido de vista
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The Brazilian Supreme Electoral Court debated the candidacy of Dr. Furlan for Amapá's governorship in the 2026 elections. The relator, Dias Toffoli, recommended disqualifying the candidate due to alleged resignation timing intended to avoid investigation, but the ruling was postponed after a request for further review.
Ministros analisam a candidatura de Dr. Furlan ao governo do Amapá para as Eleições 2026 O Tribunal Superior Eleitoral analisou, em Brasília, nesta sexta-feira (24), o pedido de candidatura de Dr. Furlan ao governo do Amapá. O relator do processo, ministro Dias Toffoli, votou para indeferir o registro do candidato. A votação foi suspensa após o ministro André Mendonça pedir vista, interrompendo a análise do caso. Em seu voto, Toffoli determinou que o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) seja informado imediatamente para retirar o nome do candidato das urnas eletrônicas e suspender o envio de recursos de campanha. Com o pedido de vista, os demais ministros aguardam a devolução do processo para emitir seus votos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Entenda a acusação do MPE e o parecer da PGE O recurso foi levado ao TSE pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), após o TRE-AP ter liberado a candidatura. O órgão sustenta que Dr. Furlan renunciou ao cargo de prefeito de Macapá com o objetivo de evitar uma possível apuração na Câmara Municipal. Antes da sessão no TSE, a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) havia recomendado o indeferimento da candidatura. A decisão da PGE teve como base a cronologia dos fatos apresentados na ação, sendo: 4 de março, às 12h15: Um pedido de investigação contra o ex-prefeito foi protocolado fisicamente na Câmara Municipal de Macapá. 4 de março, às 17h15: Cinco horas após o protocolo da denúncia, Dr. Furlan assinou sua carta de renúncia. 5 de março: A renúncia foi apresentada oficialmente à Casa de Leis. Para a acusação, o fato de a representação ter sido protocolada antes da renúncia preenche os requisitos da legislação eleitoral para tornar o candidato inelegível. A legislação exije a desincompatibilização até 4 de abril para quem dispute o governo, mas a acusação argumenta que a renúncia antecipada buscou encerrar o processo de cassação na Câmara. LEIA MAIS: Julgamento que pode levar à inelegibilidade de Dr. Furlan é adiado no TSE Dr. Furlan: TRE-AP afasta inelegibilidade e aplica multa de R$ 50 mil TSE adia julgamento de processo que pede inelegibilidade de Dr. Furlan e nova eleição em Macapá. Isadora Pereira/g1